VIAGEM NO AZUL DO MAR

14-11-2010 13:21

 Está pensando em fazer uma viajem de navio? Então preste atenção nas nossas dicas e boas férias

 Por Leandro Aiello

        Muitas dúvidas surgem antes da escolha de qual cruzeiro é o mais adequado para cada pessoa. Valores, atrações, festas, shows, entre outras. Há cruzeiros universitários, shows de cantores famosos, mas nem sempre agradam a todos. Portanto, consultar um agente de viagens é a forma adequada para ampliar os horizontes dos interessados e embarcar numa conversa na qual todas as dúvidas sejam esclarecidas e o passageiro tenha uma viagem tranqüila e sem tempestades.

        O perfil do tripulante é traçado pelo agente especializado. De acordo com Leticia Spataro, as primeiras informações que o agente precisa saber do cliente são: os dias e o mês em que há o interesse de embarque, pois, com esses dados a agência apresentará os possíveis cruzeiros. Com as datas pré definidas, o próximo passo é direcionar a viagem entre familiar, amigos ou trabalho. Se for uma pessoa que goste de beber, os navios da empresa CVC têm tudo incluso e 24 horas por dia. Todavia, é interessante perguntar as marcas das bebidas oferecidas a bordo. Pode parecer bobagem ou exigência demais, porém, segundo a corretora de imóveis Camila Bobbio, que viajou na temporada passada, o gosto de certas bebidas não eram agradáveis e as marcas não eram conhecidas, o que deixou ela e o marido desapontados.

        Na hora de escolher a cabine, alguns cuidados precisam ser tomados. Para quem tem claustrofobia, as cabines externas são recomendadas, apesar de fechadas, elas possuem vista para o mar. As cabines internas não têm vista para o mar, porém os preços normalmente são mais baixos em relação às outras. E as cabines com varanda são ideais para fumantes, para quem tem claustrofobia e necessita de um local aberto e para os que desejam apreciar a paisagem e estão dispostos a gastar um pouco mais por isso, explica Spataro. 

        Por dentro - Saber das mordomias e atrações as quais os tripulantes estão acostumados é fácil, mas e os funcionários do navio, como seria a vida dessas pessoas confinadas durante meses? 

        Segundo Marcelo de Freitas Souza, 21, formado em Ciências Econômicas e Administração, “morar em um navio, é bem diferente, pois não temos o conforto dos passageiros; as cabines têm poucos metros quadrados, e você sempre vai dividi-la com mais uma pessoa, você gostando ou não dela”.

        Marcelo embarcou pela primeira vez em 2007, levado pelo sonho de viajar pelo mundo, ganhar dinheiro fácil e sem despesas. No começo os familiares foram contra, mas com o decorrer do contrato foram cedendo. 

        Um dos maiores problemas de morar e trabalhar em um navio longe de toda a família é a questão da solidão e dos medos. “Acho que não existe como não sentir medo, é um mundo completamente diferente e camuflado, onde as pessoas estão felizes e tristes ao mesmo tempo, você acaba não sabendo quem é seu amigo e quem é inimigo”.

        Freitas diz que em 2011 entrará em vigor uma lei que protegerá o tripulante de nacionalidade brasileira, “isso foi muito bom, pois é o reconhecimento do governo brasileiro sobre todos aqueles que trabalham a bordo de navios cruzeiros”.

        Marcelo quase ficou um ano a bordo, normalmente são 9 meses, sempre trabalhando para a mesma empresa, MSC Cruzeiros. Hoje ele trabalha como Sr Garçom ou Primeiro Garçom, no restaurante do navio.

        O rapaz acha vantajoso o trabalho em alto mar, por ter a possibilidade de conhecer inúmeras culturas, lugares incríveis e aprender a se relacionar com a sociedade e acrescenta “seu comportamento e visão do mundo mudam completamente”.

Mesmo com os prós e contras da profissão, Marcelo garante que o trabalho no navio é passageiro, apenas um meio rápido para guardar dinheiro e viajar pelo mundo.

 

Empresas

CVC - Período de seis anos de operação própria de cruzeiros em que a empresa tem fretado transatlânticos para o país. “A sua grande vantagem são as bebidas e alimentação inclusas 24 horas por dia. Empresa recomendada ao público jovem, que estão na faixa dos que bebem mais”, indica.

 

MSC - Abriu a temporada brasileira com o navio MSC Armonia. “Seus navios são bons e a decoração é clean e discreta”, argumenta a agente.

 

Costa Cruzeiros e Royal Caribbean - Ambas empresas são recomendadas para viajar com familiares. A Costa Cruzeiros possui um toboágua para as crianças e “mimos” diferenciados ao longo da viagem, como por exemplo: cestas de frutas espalhadas pelo navio, para agradar os tripulantes, ressalva. A Royal tem uma espécie de “bandejão” caso os tripulantes não estejam à vontade para uma noite de gala, existe essa opção para uma refeição mais simples.

 

Íbero Cruzeiros - Estreou na última temporada no Brasil. A Íbero possui navios menores, com preços mais acessíveis. Durante as refeições as bebidas são de graça, o que atrai o público, indica.

Ao desembarcar no terminal de passageiros, muitos turistas estão perdidos e sem destino do que fazer e para onde ir. A associação mundial presente também em Santos chamada Convention & Visitors Bureau, auxilia os passageiros no reconhecimento da cidade. 

A entidade está em Santos há oito anos e durante esse tempo, criou a Costa da Mata Atlântica, projeto que une as nove cidades da Baixada Santista em apenas um destino. 

O turista recebe no terminal de passageiros, um roteiro gastronômico com 19 opções de locais para comer. São estabelecimentos credenciados no Convention & Visitors Bureau, e têm como missão receber bem os turistas nacionais e estrangeiros.

Os clientes recebidos nesses estabelecimentos criam um vínculo com a cidade e podem se tornar investidores. Além do roteiro gastronômico que amplia as possibilidades de visitação dos turistas, há também a entrega do Mapa Turístico da Mata Atlântica, que apresenta a disposição geográfica das nove cidades da Baixada Santista bem como suas principais atrações. 

Com todo esse respaldo dado aos turistas que desembarcam em Santos, as chances de crescimento e investimento na cidade, aumentam. De acordo com Aristides Faria, Assessor de Eventos e Novos Negócios do Convention & Visitors Bureau, a divulgação da cidade não só na região do porto como também para os eventos na mesma, devem ser feitos em conjunto com os demais municípios. “O turista deve receber um guia no terminal de passageiros e com este guia, poder comer e passear em locais agradáveis em toda a região”, explica Aristides.

 

Galeria de Fotos: Leandro